agosto 22, 2016

Força





Se tivéssemos acesso ao futuro, as coisas seriam tão fáceis, eu por exemplo, evitaria de estar com pessoas nos momentos que elas não estivessem bem comigo, evitaria aqueles momentos que elas se acham no direito de dizer coisas que "você já sabe que ela pensa e faz a seu respeito".

Tivemos uma proposta ótima para sairmos do aluguel e ficamos muito, muito esperançosas. Em contrapartida, recebi uma proposta da minha família ... ... ... Eu já deveria ter me acostumado a não criar expectativas neste último caso, eu sei, mas é que eu penso sempre que "sim, pode ser verdade" ... Mas, é aí, que eu quebro feio a cara, a cara não, minha saúde emocional mesmo. A cada um mês de visita a minha família, são 6 a 9 meses dentro de um consultório fazendo terapia, pra eu superar e não querer dar um fim do meu jeito :(

Eu as vezes, tenho muita vontade de entrar na justiça e pedir para tirar todos os vínculos dos meus documentos, pra tirar esse peso que sou eu, da vida dessas pessoas, pra que vivam em paz e me deixem viver também.

Preciso me conscientizar de tanta coisa "rotineira", que as vezes eu penso em me anular deste mundo, porque é tanta BOSTA que eu sou obrigada a ouvir:

  • VOCÊ VAI FAZER COM QUE NOSSOS PAIS SE SEPAREM;
  • VOCÊ VAI MATAR NOSSA MÃE;
  • OLHA O SOFRIMENTO QUE VOCÊ CAUSA AO NOSSO PAI;
  • SUA SITUAÇÃO VAI DESENVOLVER UM CÂNCER NA NOSSA MÃE;
  • EU NÃO ACEITO, MAS, RESPEITO ... FAZER O QUE?
  • VOCÊ PRECISA ENTENDER A GENTE TAMBÉM;
Gente eu fiz o blog para desabafo, mas, juro que pensei em algo diferente do que está sendo :'( 

Engraçado que essas coisas são ditas, sem que eu tenha dito uma palavra, é simplesmente a vontade que essas pessoas tem de reafirmar o tempo todo para mim o que eu já sabia e sei sobre o que pensam e como agem a meu respeito, como eu disse anteriormente, sobre eles eu sabia perfeitamente como seria ...

Sai da casa dos meus pais aos 18 anos de idade e desde então, não voltei, eu não consigo entender porque diabos esse povo ainda acredita em ilusões, acredita que eu faça alguma coisa para atingi-los de alguma forma ... GENTE EU QUERO É VIVER, EM PAZ, COM AMOR, SAÚDE .... Eu faço de tudo pra me afastar, vou morar longe, em outro estado, cidade, bairro pra não ter que ouvir a merda de vida que vocês levam "por minha causa".

ENFIM, 

Quando eu cheguei em casa, só tinha amor pra acolher minha dor e pra chorar comigo também, ainda que eu não quisesse que fosse assim ... É sempre ELA que está ali! 

agosto 20, 2016

"Eu sou nuvem passageira que com o vento se vai"

Ai ... Tenho vivido dias muito tristes com Tainã, não conseguimos aceitar as coisas em SP e isso nos causa muita dor ...

Estamos sem dinheiro agora que já está quase no fim do mês rs então, decidimos ficar em casa juntas, namorando, curtindo nosso filhote, ouvindo música, tomando cachaça e curtindo nossas brisas, que por sinal são maravilhosas.

Conversamos com nossos amigos da Bahia e isso me emociona muito, pois a decisão de vir foi nossa, ninguém colocou uma arma na cabeça rs rs rs ... Eu só queria ter mais uma chance ... Só isso!

agosto 19, 2016

(???)



Eu tenho muitos desabafos pra escrever, mas um em especial e toda vez que eu penso me dá um nó na garganta ... É sobre família!
Eu tenho um amor gigante pelos membros desta instituição (só uma observação rs), mas, eu nunca encontro respostas, pelo contrário, quando paro pra pensar o número de perguntas aumentam.
Eu não escondo que, antes de "me assumir", eu menti muitoooo pra minha família, talvez, nada justifique mentiras pra algumas pessoas, mas, eu não sou esse tipo de pessoa, AHAHAH e sim, houve motivos pra tantas mentiras, pra tantas coisas que foram ocultas.

Quando eu comecei a me envolver com mulheres, eu tinha entre 16/17 anos de idade eu desempenhava diversas atividades cristãs (na igreja católica), os meus pais eram/são extremamente fiéis aos ideais cristãos católicos (como castidade, proibição dos métodos contraceptivos, "homossexualidade" e etc), quando eu fiquei com a primeira mulher eu não conseguia aceitar o fato que eu havia me identificado muito com a experiência e que aquilo era tudo que eu realmente queria, eu só conseguia pensar que aquela situação iria contra tudo o que a igreja e os meus pais pregavam/acreditavam e seguiam, eu me perguntava: "Logo eu?".

Eu me condenei em silêncio por muito tempo, eu sabia que se dissesse aos meus pais e irmãos causaria o pior desastre que a minha família haveria de viver, a pior dor, a pior ferida, dentro do meu coração havia a certeza que se eu contasse talvez eu nunca mais os teria de volta. 
Na realidade sobre eles eu sabia exatamente o que iria acontecer caso eu dissesse, eu só não conseguia compreender o que seria de mim, pois eu só pensava neles.

16, 17, 18 anos de idade ...

Meus pais descobriram da pior forma possível e eu paguei e ainda pago muito caro, por isso. 

Depois deste episódio nunca mais fui olhada com amor pela minha mãe, minha vontade é dizer que, depois do ocorrido eu nunca mais tive o respeito, o amor da minha mãe, desde aquele momento eu só ficava sabendo por terceiros (que faziam questão de me deixar ciente de tudo), de coisas muito negativas que a minha mãe falava e sentia a meu respeito.
Eu experimentei o lado mais amargo da pessoa que mais amava no mundo e que no momento que mais fiquei perdida, não pode estar ao meu lado, talvez pela experiência de vida que teve (antes que me procurem pra julgar pelo que escrevo ... Sim ... Eu considero todo histórico de vida dos meus pais).
Eu nunca mais consegui recuperar o amor, o respeito, a confiança e a cumplicidade que havia entre eu e os meus pais ... Depois daquele dia eu sentia fielmente o desprezo, a vergonha daqueles que foram destinados para serem para sempre minha mãe e meu pai.

Meu pai ... por outro lado, foi se quebrando aos poucos e vencendo barreiras para estar perto de mim, frequentava as repúblicas que eu morava e decidiu contrariar minha mãe, me ajudando com a alimentação enquanto eu estudava (na UNEB), ia até as casas onde eu morava meio envergonhado coisa e tal, mas, estava ali, na realidade a minha experiência com meu pai foi complicada pela dor que ele e eu sentíamos, mas, não foi uma relação de tanto desprezo como foi com a minha mãe. 

Em 2013, passei por um episódio de violência devido a minha orientação sexual (prometo que quando estiver mais preparada escrevo a respeito), e até hoje nunca me perguntaram sobre ... Mais uma vez, em meio a tantas, fui ignorada e tratada sem respeito nenhum pelas pessoas que pensei em pedir ajuda. 
Eu tenho muita gratidão a todas as pessoas que encontrei naquela época, que me ajudaram, me direcionando aos órgãos responsáveis, para que eu pudesse recorrer aquela situação, me acolheram com uma palavra de carinho, compartilhando a situação, pessoas que de alguma forma disseram: - Meninas, vocês não estão sozinhas!

Como eu disse, vou escrever pra desabafar, muitas coisas hoje estão tomando outros rumos (diferentes dos que foram escritos aqui), mas, como disse no início deste texto, tenho muitas perguntas ... 

As vezes eu e minha esposa pensamos em gerar/adotar a (o) nossa (o) filha (o), mas, a pergunta que sempre fazemos é: Será que estamos preparadas pra amar este ser humano em todas as situações que ele for destinado a vivenciar neste mundo?

Eu não entendo muita coisa ... Principalmente quando as pessoas chegavam pra me perguntar se eu não amava os meus pais, a minha família? 
Pra dizer que: Eu estava matando os meus pais de desgosto! 
Que aquilo não era eu! Rs
Que seria só uma fase!
Que eu me arrependeria do que estava fazendo os meus pais passarem!

Eu não entendo muita coisa ... muitas pessoas, muitas instituições ...

16, 17, 18 anos de idade! 


                     

agosto 18, 2016

SONHOS







Quando eu decidi criar o blog foi logo depois de começar a namorar com a minha atual companheira, em 2010. O ano que muita coisa mudou em nossas vidas e o ano que iria nos direcionar para mudanças, muito maiores.
Nos conhecemos na república da Universidade do Estado Bahia em 2008, onde eu fui para estudar e ela já estudava, logo quando cheguei na casa e olhei para aquela pessoinha de aparência frágil (porque ela bem magrinha, rs), e dócil, me derreti de amores, e pedi a Deus: - Quero muito ela pra mim! Alguns anos depois, olha o presentão que eu ganhei, rs.

Naquele mesmo ano, antes de conhecer minha companheira eu havia passado pelo trauma de me "assumir" pra minha família, e minha mãe me tirou de casa. Eu sou natural de São Paulo, mas, fui morar em Porto Seguro-BA, assim que entrei na pré adolescência com mais ou menos, 13 anos de idade. Quando eu sai da casa dos meus pais, eu estava com 18 anos de idade, havia trabalhado apenas no Mc Donald's e sai, com uma mão na frente e a outra atrás (literalmente). Tive que ganhar a vida dependendo de favores, mendigando um amor aqui, uma "dózinha" ali, uma empatia logo mais adiante e desde então, nunca mais retornei. 

Passei uns dois meses de 2008 (acho que setembro e outubro) em SP, morando de favor na casa de parentes, até que meu pai soube que eu havia passado na Universidade do Estado Bahia, para estudar História, ele entendia o quanto aquilo significava pra mim, eu havia feito cursinho pré vestibular e me esforçado muito pra passar. 
O cursinho ele não queria pagar, pois estávamos (eu, ele e minha mãe) passando uns apertos financeiros devido a construção da casa que estávamos erguendo em Porto e para o meu pai que trabalhou a vida toda como pedreiro e para a minha mãe que sempre foi do lar e da casa de famílias mundo afora, aquilo era dinheiro jogado fora, mas, consegui explicar, que aquilo faria com que eu passasse em uma universidade que eles e nem eu, iríamos precisar pagar 1 centavo, foi com este argumento que meus pais se interessaram pela proposta e me matricularam. 

Voltei para a Bahia, mas, continuei morando de favor, na casa de um tio na cidade da universidade, meses depois eu consegui uma vaga na república da universidade e no mesmo dia, rs, eu levei minhas tralhinhas pra república, ali comecei a viver momentos que marcaram minha vida de uma forma tão positiva que ainda hoje não consegui superar a decisão que viria a ser tomada em 2012 :'( 




maio 19, 2011

Para relatora, projeto que combate a homofobia evita que "a opinião de uns gere prejuízos aos direitos de outros"


Em seu voto favorável à aprovação do projeto de lei que torna crime a discriminação e o preconceito contra homossexuais (PLC 122/06), a senadora Fátima Cleide (PT-RO), relatora da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), defende a aprovação da proposição nos moldes em que veio da Câmara dos Deputados.
Fátima Cleide destaca que o mérito do projeto não é fazer opção por um determinado comportamento sexual ou sua apologia, e, sim, propor meios legais para desestimular e coibir penalmente situações em que a opinião privada de alguns gera prejuízos aos direitos de outros.
"Assim, todas as condutas definidas criminalmente no projeto em análise referenciam comportamentos que arbitrariamente recusam, a indivíduos LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transexuais] direitos que são conferidos a outros indivíduos em igualdade de condições]. Por outro lado, o projeto não criminaliza a crença pessoal desfavorável à homossexualidade, mas ações que conduzam à imposição dessa crença a outros indivíduos, de modo a suprimir a liberdade de uns pelo arbítrio de outros", afirma ela em seu voto na CAS, que é o mesmo apresentado na CDH.
O PLC 122/06 altera a ementa e o enunciado do artigo 1º da Lei nº 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, para que a mesma passe a ser aplicada também ao preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Serão consideradas, nesse caso, ações de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.
Se o texto for aprovado, o empregador ou seu preposto que demitir alguém, direta ou indiretamente, em razão da orientação sexual, poderá cumprir pena de reclusão de dois a cinco anos. A pena de reclusão de um a três anos é destinada a quem impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência de homossexuais em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado aberto ao público.
Já quem recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional, aqueles cidadãos que tenham orientação diferente dos demais poderá ser submetido a pena de reclusão de três a cinco anos. Na mesma pena incorrerá quem sobretaxar, recusar, preterir ou impedir a hospedagem dessas pessoas em hotéis, motéis, pensões ou similares.
Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, assim como proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero poderá gerar reclusão de dois a cinco anos.
Em relação à CLT, o projeto proíbe a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.
Para os infratores, o projeto prevê, além da pena de reclusão, punições como a perda do cargo ou função pública, para o servidor público; inabilitação para contratos com órgãos da administração pública direta, indireta ou funcional; proibição de acesso a créditos públicos; vedação de isenções, remissões, anistias ou quaisquer benefícios de natureza tributária; suspensão do funcionamento dos estabelecimentos por prazo não superior a três meses, além de multa de até 10 mil Ufir (Unidade Fiscal de Referência). O dinheiro arrecadado com as multas será destinado à campanhas educativas contra a discriminação.
O projeto ainda será submetido à apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para, em seguida, ir a Plenário.

DEUS NOS AJUDE!


maio 10, 2011

VAMOR PEDIR PIEDADE AOS HOMOSSEXUAIS DE UNGANDA

Amigas e amigos,

Acabo de assinar uma petição muito urgente solicitando ao presidente de Uganda Yoweri Museveni que declare o veto à lei de “morte aos gays”, caso seja aprovada no Parlamento.

Acabamos de saber que a proposta de lei – que sentencia à morte pessoas LGBT em Uganda – está para ser votada nas próximas 24 horas se não agirmos agora.

Líderes da ala conservadora estão fazendo tudo o que podem para votar a lei antes que milhões de pessoas como nós se oponham a ela e tenham a chance de protestar. Se conseguirmos criar um apelo internacional massivo, haverá uma chance de impedir que esta proposta se torne lei.

Temos poucos dias para fazer nossa voz ser ouvida. Por favor, junte-se a mim e apele ao presidente Museveni que declare o veto à lei de “morte aos gays” caso ela seja aprovada no Parlamento. Assine esta petição urgente!

www.allout.org/pt/petition/uganda

abril 29, 2011

FOUCAULT, Michel, 1962-1984. História da Sexualidade 2; o uso dos prazeres/ Rio de Janeiro: Edições Graal, 1984.

"O Suda propõe a seguinte definição que Hesíquio repetirá: os aphrodisia são "as obras", "os atos de Afrodite" - erga Aphrodites. (...). Entretanto, é um fato que os gregos não deram testemunho no seu pensamento histórico, nem na sua reflexão prática, de um cuidado insistente em delimitar o que eles entendiam exatamente, pelos aphrodisia - quer se tratasse de fixar a natureza da coisa designada, de delimitar a extensão de seu campo, ou de estabelecer o catálogo de seus elementos. Em todo caso nada que se assemelhasse às longas listas de atos possíveis que serão encontrados nos penitenciais, nos manuais de confissão ou nos livros de psicopatologia; nenhum quadro que sirva para definir o legítimo, o permitido ou o normal, e a descrever a vasta família dos gestos proibidos. Nada, também, que se assemelhe ao cuidado - tão característico da questão da carne ou da sexualidade - em revelar sob o inofensivo ou o inocente a presença insidiosa de uma potência de limites incertos e múltiplas máscaras. Nem classificação nem decifração. Serão fixadas com esmero qual a melhor idade para se casar e ter filhos e em que estações as relações sexuais devem ser praticadas; nunca se dirá, como um diretor cristão, que gesto fazer ou evitar, que carícias preliminares são permitidas, que posição tomar, ou em quais condições pode-se interromper o ato. Para aqueles que não eram suficientemente armados, Sócrates recomendava fugir da vista de um belo rapaz, mesmo se para isso fosse necessário exilar-se por um ano; e o Fedro evocava a longa luta do amante contra seu próprio desejo: mas, em nenhum lugarn são expressas, como serão na espiritualidade cristã, as precauções necessárias a fim de impedir que o desejo se introduza sub-repticiamente na alma, ou a fim de desalojar seus vestígios secretos. E o que é talvez mais estranho: os médicos que propõem, um tanto detalhadamente, os elementos do regime dos aphrodisia, são praticamente mudos quanto às formas que os próprios atos possam tomar; eles dizem muito pouco - fora algumas referências quanto à posição "natural" - sobre o que é conforme ou contrário à vontade da natureza." (Pg. 38).

Segue o Texto e as Instruções para uma das Campanhas virtuais Contra a Homofobia!

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY

Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

3) E só :-)

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

viaqui: http://projetoeusougay.wordpress.com/2011/04/12/sejamos-gays-juntos/

Vivemos esperando dias melhores!

É um desabafo!
O que acontece, com os seres humanos, pra que carreguem tanto ódio com algo que não interfere, muito menos abstrai nada de suas vidas? Eu sou gay, e sinto o pesar quando tenho conhecimento de que algum membro da comunidade LGBT é agredido (físico ou moralmente), é desdenhado, e o que mais tem se tornado normal, SÃO MORTOS, os meus olhos diante desta situação, não vislumbram um horizonte longe da minha realidade, muito pelo contrário, como lésbica preciso duramente manter o equilíbrio para não manter qualquer relação afetiva em pública com minha parceira, isso me dói, eu sempre argumento que dói na minha cabeça, mas na verdade dói meu coração! Se torna mais revoltante, quando estamos em ambientes públicos, abertos a crianças, jovens e adultos, e um casal supostamente HETEROSSEXUAL, começam a se comer, se agarrar,com altos lances de chupanças, porque é assim, acredito que todos já sentimos vergonha alheia, com este tipo de comportamento advindo de casais que se enquadram dentro do conceito de certo desta terrível sociedade brasileira, e as pessoas agem como se não estivesse rolando nada. Ah! Que raiva que me dá! É dolorido ainda mais, quando um companheiro da comunidade LGBT, impõe que é preciso entender. "ENTENDER O QUE?" Se ninguém esta nem aí para "LHE ENTENDER!". As vezes, eu tenho aprendido muito isso, queremos facilitar para pessoas, que não facilitam em nada para nossas vidas. Estou disposta mais do que nunca a declarar uma luta constante a HOMOFOBIA, o que aconteceu comigo no dia 23/04/2011, e o que acontece no dia a dia de milhares de crianças, jovens e adultos homossexuais, não se deve passar a limpo! Caso alguém queira o relato do dia 23/04/2011, postem por comentário os emails que eu mando sem problema nenhum! Quero perto de mim, pessoas que me dêem a mão e ENTENDAM E COMPREENDAM MINHA LUTA, que não sejam, apenas GAYS, porque virou modinha e comodismo, mas QUE SE SINTAM COMO EU, e que ESTEJAM DISPOSTOS A LUTAR!