setembro 18, 2016
setembro 14, 2016
Na Bahia não tinha emprego, por isso vocês vieram, né?!
Hoje eu decidi contar como viemos parar na Selva de Pedra de Muitos Sobreviventes Corajosos.
Nós, ao contrário do que se pergunta por aí, desfrutávamos de um sistema também capitalista, mas nunca vai existir um grau mínimo para eu poder comparar com a agressividade que o capitalismo gerencia SP.
Nós estudávamos História na Universidade do Estado da Bahia, a gatinha dava aula em uma escola estadual através de um sistema terceirizado para o Estado e eu fazia parte de um programa do governo federal (na época, porque eu não sei se ainda existe) que se chamava Mais Educação e estagiava na biblioteca da própria UNEB (Universidade do Estado Bahia). Meus pais não vou negar nunca, que nesta época me ajudavam financeiramente, quando a coisa apertava.
Nós tínhamos tudo pra ter ficado ali quietinhas, até que passei por uma situação fortíssima familiar que levou a perda de uma pessoa muito importante para minha vida. A primeira coisa que me veio a cabeça foi pedir para os meus pais que me mandasse para SP, para que eu ficasse perto dos meus parentes, foi dessa ideia também, que surgiu uma outra ideia de trazer a gatinha para que morássemos juntas e de fato eu não dependesse mais dos meus pais ... E até hoje eu carrego um peso do caralho, por ter tido esta ideia de merda)
Preciso contar antes, que meus pais nesta época (2010 á 2012) não sabiam de fato que eu e a gatinha estávamos juntas, porque para eles, ela era minha amiga hétero e de fato era, o que aconteceu conosco, foi de outras vidas, "nosso amor já estava escrito"... Mas, antes deste anos que citei acima, éramos apenas boas amigas.
Eu bati o pé, teimosa/egoísta/burra que eu era e não ouvi nenhum dos meus amigos, professores e demais pessoas que me avisaram para não vir, pois SP era um terrível pesadelo ... ... ...
(desceu lágrimas, muitas lágrimas agora :'( ).
De início a gatinha não viria foi o combinado, eu viria primeiro arranjaria um trampo, "voltava a estudar (doce ilusão/amarga ilusão)" e depois ela viria, mas, surgiu uma proposta de trabalho para ela vir comigo, digo pra ela porque na época a bonita aqui tinha uma expressão de gênero masculina e ao menos uma coisa eu entendia que: NINGUÉM ME DARIA UM EMPREGO, sendo uma MULHER com roupas masculinas, eu sabia que pra mim seria mais difícil, mas, eu não tinha noção da proporção dessa situação, não tinha!
O que de fato eu precisava entender é que a SP que eu tinha na cabeça, foi uma ideia deturpada do que eu ouvia de algumas pessoas, pois sai cedo daqui e considero que me criei na Bahia, não sabia o que era SP no dia a dia de uma pessoa da periferia.
Quando eu paro para pensar na minha infância aqui em SP, é tudo muito cinza, nada muito claro ... algumas angústias infantis (no que tange bullying, falta de representatividade, melancolia etc) alguns sorrisos, brincadeiras, mas, nada muito nítido ...
Já os anos que iniciei na Bahia, a sensação é como se eu tivesse acordado de um sonho conturbado. :'(
Meus pais na época/BA risos, haviam alugado um ap pra mim no centro da cidade que eu estudava e me dado toda a mobilia, eu vendi tudo para que fosse um dinheiro que nos daria amparo, até que descolássemos um emprego ou um sub emprego, :( . A oportunidade que apareceu pra gatinha deu tudo errado e essa foi a primeira sensação (de inúmeras) de termos nossas pernas quebradas, que sentimos aqui em SP. </3
Deu tudo errado, e tivemos que correr pra bater de porta em porta em empresas de telemarketing ou a que tivesse afim de nos dar um emprego ou sub emprego, lembro que tive ajuda de um primo que um dia pegou a gente e nos ensinou a andar de metrô, no ano que chegamos em 2012, fez um frio tão grande e nem roupas de frio nós tínhamos :'( :'( :'( Me dói só de lembrar ... ... ... me arrependo tanto, meu Deus!
Conseguimos uma vaga em uma empresa de telemarketing, onde tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas que se, eu fosse mais inteligente e menos arrogante, teria aprendido muito mais ... Mas, não gente!
Era pra eu entrar a tarde, para que eu e a gatinha fossemos juntas, eu (burra/arrogante/egóica que era) troquei o horário e fui trabalhar de manhã e passamos a vir separadas, a gatinha só tinha eu na cidade :'( e eu a deixei pegar 12 conduções sozinhas durante meses ... Gente, as vezes eu tenho vontade de me apagar, pra parar de pisar na bola desse jeito ...
Meses depois ela conseguiu um sub emprego também de telemarketing, porém, em um lugar bem mais próximo do que essa primeira empresa (que pagava melhor, mas, era insustentável pra ela continuar pegando 12 conduções todos os dias com uma folga apenas na semana) e sendo assim tomou posse desta segunda empresa que foi outra benção nas nossas vidas, até hoje eu tenho eterna gratidão por esta pequena empresa, que por intermédio primeiramente (FORA TEMER/brinks AHAHA), de Deus e de algumas pessoas, nos deu uma oportunidade quando estávamos numa pior, que dá até um nó na garganta de tão traumatizante que esse período foi pra gente :'(
Viemos para SP, por pura burrice minha e que a gatinha tomou pra ela (por medo de me perder :'( ), não porque estávamos passando fome, o custo de vida na Bahia é bem mais em conta do que o custo de vida exorbitante de SP e como já ouvi tanto dos meus: É POSSÍVEL SE VIVER BEM COM POUCO.
Esqueci de falar, que a minha gatinha havia acabado de passar em um concurso para lecionar para o Estado/BA na época e mesmo sem ter a graduação concluída (o que também pra ela, já estava próximo) recebeu várias propostas de prorrogar a posse até que ela graduasse ... Gente, as vezes eu entendo tudo que me acontece aqui, o que me dói é que atinge diretamente o grande amor da minha vida, pois hoje somos uma em tudo, para tudo, ela é minha eterna companheira, a nossa cumplicidade é uma coisa que eu não consigo explicar pra vocês, não consigo ... Eu não sei mais o que a vida tem reservado pra mim depois de tanta furada brusca que eu dei, não sei ... :'(
Eu só quero que quando formos embora daqui, nossa saúde EMOCIONAL e FÍSICA esteja em perfeitas condições, porque as vezes eu perco a fé!
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Eu quero fechar este texto, com uma frase que veio hoje em minhas lembranças do facebook:
Podem me deixar sugestões ou coisas que queiram saber por comentário, okay?! beijão e ouçam PONTO DE EQUILÍBRIO, que está me dando uma força enorme hoje.
O QUE EU VEJO - PONTO DE QUILÍBRIO
agosto 23, 2016
agosto 22, 2016
Força
Se tivéssemos acesso ao futuro, as coisas seriam tão fáceis, eu por exemplo, evitaria de estar com pessoas nos momentos que elas não estivessem bem comigo, evitaria aqueles momentos que elas se acham no direito de dizer coisas que "você já sabe que ela pensa e faz a seu respeito".
Tivemos uma proposta ótima para sairmos do aluguel e ficamos muito, muito esperançosas. Em contrapartida, recebi uma proposta da minha família ... ... ... Eu já deveria ter me acostumado a não criar expectativas neste último caso, eu sei, mas é que eu penso sempre que "sim, pode ser verdade" ... Mas, é aí, que eu quebro feio a cara, a cara não, minha saúde emocional mesmo. A cada um mês de visita a minha família, são 6 a 9 meses dentro de um consultório fazendo terapia, pra eu superar e não querer dar um fim do meu jeito :(
Eu as vezes, tenho muita vontade de entrar na justiça e pedir para tirar todos os vínculos dos meus documentos, pra tirar esse peso que sou eu, da vida dessas pessoas, pra que vivam em paz e me deixem viver também.
Preciso me conscientizar de tanta coisa "rotineira", que as vezes eu penso em me anular deste mundo, porque é tanta BOSTA que eu sou obrigada a ouvir:
- VOCÊ VAI FAZER COM QUE NOSSOS PAIS SE SEPAREM;
- VOCÊ VAI MATAR NOSSA MÃE;
- OLHA O SOFRIMENTO QUE VOCÊ CAUSA AO NOSSO PAI;
- SUA SITUAÇÃO VAI DESENVOLVER UM CÂNCER NA NOSSA MÃE;
- EU NÃO ACEITO, MAS, RESPEITO ... FAZER O QUE?
- VOCÊ PRECISA ENTENDER A GENTE TAMBÉM;
agosto 20, 2016
"Eu sou nuvem passageira que com o vento se vai"
Estamos sem dinheiro agora que já está quase no fim do mês rs então, decidimos ficar em casa juntas, namorando, curtindo nosso filhote, ouvindo música, tomando cachaça e curtindo nossas brisas, que por sinal são maravilhosas.
Conversamos com nossos amigos da Bahia e isso me emociona muito, pois a decisão de vir foi nossa, ninguém colocou uma arma na cabeça rs rs rs ... Eu só queria ter mais uma chance ... Só isso!
agosto 19, 2016
(???)
Eu tenho muitos desabafos pra escrever, mas um em especial e toda vez que eu penso me dá um nó na garganta ... É sobre família!
Eu tenho um amor gigante pelos membros desta instituição (só uma observação rs), mas, eu nunca encontro respostas, pelo contrário, quando paro pra pensar o número de perguntas aumentam.
Eu não escondo que, antes de "me assumir", eu menti muitoooo pra minha família, talvez, nada justifique mentiras pra algumas pessoas, mas, eu não sou esse tipo de pessoa, AHAHAH e sim, houve motivos pra tantas mentiras, pra tantas coisas que foram ocultas.
Quando eu comecei a me envolver com mulheres, eu tinha entre 16/17 anos de idade eu desempenhava diversas atividades cristãs (na igreja católica), os meus pais eram/são extremamente fiéis aos ideais cristãos católicos (como castidade, proibição dos métodos contraceptivos, "homossexualidade" e etc), quando eu fiquei com a primeira mulher eu não conseguia aceitar o fato que eu havia me identificado muito com a experiência e que aquilo era tudo que eu realmente queria, eu só conseguia pensar que aquela situação iria contra tudo o que a igreja e os meus pais pregavam/acreditavam e seguiam, eu me perguntava: "Logo eu?".
Eu me condenei em silêncio por muito tempo, eu sabia que se dissesse aos meus pais e irmãos causaria o pior desastre que a minha família haveria de viver, a pior dor, a pior ferida, dentro do meu coração havia a certeza que se eu contasse talvez eu nunca mais os teria de volta.
Na realidade sobre eles eu sabia exatamente o que iria acontecer caso eu dissesse, eu só não conseguia compreender o que seria de mim, pois eu só pensava neles.
16, 17, 18 anos de idade ...
Meus pais descobriram da pior forma possível e eu paguei e ainda pago muito caro, por isso.
Depois deste episódio nunca mais fui olhada com amor pela minha mãe, minha vontade é dizer que, depois do ocorrido eu nunca mais tive o respeito, o amor da minha mãe, desde aquele momento eu só ficava sabendo por terceiros (que faziam questão de me deixar ciente de tudo), de coisas muito negativas que a minha mãe falava e sentia a meu respeito.
Eu experimentei o lado mais amargo da pessoa que mais amava no mundo e que no momento que mais fiquei perdida, não pode estar ao meu lado, talvez pela experiência de vida que teve (antes que me procurem pra julgar pelo que escrevo ... Sim ... Eu considero todo histórico de vida dos meus pais).
Eu nunca mais consegui recuperar o amor, o respeito, a confiança e a cumplicidade que havia entre eu e os meus pais ... Depois daquele dia eu sentia fielmente o desprezo, a vergonha daqueles que foram destinados para serem para sempre minha mãe e meu pai.
Meu pai ... por outro lado, foi se quebrando aos poucos e vencendo barreiras para estar perto de mim, frequentava as repúblicas que eu morava e decidiu contrariar minha mãe, me ajudando com a alimentação enquanto eu estudava (na UNEB), ia até as casas onde eu morava meio envergonhado coisa e tal, mas, estava ali, na realidade a minha experiência com meu pai foi complicada pela dor que ele e eu sentíamos, mas, não foi uma relação de tanto desprezo como foi com a minha mãe.
Em 2013, passei por um episódio de violência devido a minha orientação sexual (prometo que quando estiver mais preparada escrevo a respeito), e até hoje nunca me perguntaram sobre ... Mais uma vez, em meio a tantas, fui ignorada e tratada sem respeito nenhum pelas pessoas que pensei em pedir ajuda.
Eu tenho muita gratidão a todas as pessoas que encontrei naquela época, que me ajudaram, me direcionando aos órgãos responsáveis, para que eu pudesse recorrer aquela situação, me acolheram com uma palavra de carinho, compartilhando a situação, pessoas que de alguma forma disseram: - Meninas, vocês não estão sozinhas!
Como eu disse, vou escrever pra desabafar, muitas coisas hoje estão tomando outros rumos (diferentes dos que foram escritos aqui), mas, como disse no início deste texto, tenho muitas perguntas ...
As vezes eu e minha esposa pensamos em gerar/adotar a (o) nossa (o) filha (o), mas, a pergunta que sempre fazemos é: Será que estamos preparadas pra amar este ser humano em todas as situações que ele for destinado a vivenciar neste mundo?
Eu não entendo muita coisa ... Principalmente quando as pessoas chegavam pra me perguntar se eu não amava os meus pais, a minha família?
Pra dizer que: Eu estava matando os meus pais de desgosto!
Que aquilo não era eu! Rs
Que seria só uma fase!
Que eu me arrependeria do que estava fazendo os meus pais passarem!
Eu não entendo muita coisa ... muitas pessoas, muitas instituições ...
16, 17, 18 anos de idade!
agosto 18, 2016
SONHOS
maio 19, 2011
Para relatora, projeto que combate a homofobia evita que "a opinião de uns gere prejuízos aos direitos de outros"

maio 10, 2011
VAMOR PEDIR PIEDADE AOS HOMOSSEXUAIS DE UNGANDA
Acabo de assinar uma petição muito urgente solicitando ao presidente de Uganda Yoweri Museveni que declare o veto à lei de “morte aos gays”, caso seja aprovada no Parlamento.
Acabamos de saber que a proposta de lei – que sentencia à morte pessoas LGBT em Uganda – está para ser votada nas próximas 24 horas se não agirmos agora.
Líderes da ala conservadora estão fazendo tudo o que podem para votar a lei antes que milhões de pessoas como nós se oponham a ela e tenham a chance de protestar. Se conseguirmos criar um apelo internacional massivo, haverá uma chance de impedir que esta proposta se torne lei.
Temos poucos dias para fazer nossa voz ser ouvida. Por favor, junte-se a mim e apele ao presidente Museveni que declare o veto à lei de “morte aos gays” caso ela seja aprovada no Parlamento. Assine esta petição urgente!
www.allout.org/pt/petition/uganda
abril 29, 2011
FOUCAULT, Michel, 1962-1984. História da Sexualidade 2; o uso dos prazeres/ Rio de Janeiro: Edições Graal, 1984.
Segue o Texto e as Instruções para uma das Campanhas virtuais Contra a Homofobia!
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
viaqui: http://projetoeusougay.wordpress.com/2011/04/12/sejamos-gays-juntos/
Vivemos esperando dias melhores!
BASTA! EU SOU GAY E QUERO VIVER EM PAZ!
Parada do Orgulho LGBT de SP 2011 será dia 26 de junho e já tem tema definido;

“Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia! – 10 anos da Lei Estadual 10.948/01” é o tema da 15ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que será no dia 26 de junho, na Avenida Paulista. A maior parada gay do mundo comemora os 10 anos da lei que criminaliza a homofobia no estado de São Paulo e questiona os religiosos fundamentalistas que lutam contra os direitos dos homossexuais no país.
“A ideia é tocar no ponto das Igrejas de uma forma abrangente, universal. Ao dizermos “amai-vos uns aos outros” estamos protestando pela igualdade social entre todos os homens, com um apelo fraterno. Soma-se a isso a valorização e a prática dos direitos humanos”, explica Ideraldo Beltrame, presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), entidade responsável pela organização do evento.
Para a escolha do tema, estiveram presentes membros da APOGLBT, representantes da Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo e do programa federal Brasil Sem Homofobia. A reunião ocorreu entre o período da manhã e tarde do último sábado (5), na sede da entidade, e foram consideradas todas as demandas atuais discutidas pelas diversas instâncias da militância LGBT.
abril 28, 2011
ROMPENDO O SILÊNCIO: A INVISIBILIDADE SOCIAL A RESPEITO DA HOMOSSEXUALIDADE FEMININA
Roberta da Silva Macedo
Thais Rithielli Silva Vasconcelos
Esta pesquisa tem como objetivo abordar as questões da homossexualidade feminina, enfocando a existência dos preconceitos em nossa sociedade. Trata-se de analisar a produção da diferenciação entre a mulher homossexual e a feminilidade da mulher heterossexual. O presente estudo compreende uma revisão da bibliografia existente sobre gênero e sexualidade, buscando uma crítica da sujeição das mulheres que têm relações homoafetivas, contribuindo para o rompimento da fobia a homossexualidade. Entende-se aqui a heteronormatividade como componente da segregação cultural da mulher homossexual, bem como a divisão sexista que atribui apenas os papéis do masculino e do feminino dentro da sociedade brasileira, tratando como anormais os sujeitos que não se enquadram nestes papeis. Os padrões culturais do ocidente formam o contexto de análise dos conflitos gerados no campo da invisibilidade e da subordinação de gênero. Deste modo, busca-se analisar a emergência do movimento feminista na transformação das relações de gênero e debater os estudos de pesquisadoras e pesquisadores nesta área, como Branca Alves, Jacqueline Pitanguy, Guacira Louro, Rose Muraro e Manuel Motta.
Um pouco de mim, talvez de você, de nós.
Qual o preço da sua liberdade?





